Grupo Mito e Psique

Nesta página você encontrará os resumos dos encontros do Grupo Mito e Psique, iniciado em Agosto de 2016.
Os posts estão em ordem de publicação, o mais recente está no final da página.




Se partires um dia rumo a Ítaca,
faz votos de que o caminho seja longo,
repleto de aventuras, repleto de saber.

Nem Lestrigões, nem os Ciclopes
nem o colérico Posídon te intimidem;
eles no teu caminho jamais encontrará
se altivo for teu pensamento, 
se sutil emoção teu corpo e teu espírito tocar. 

Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídon hás de ver,
se tu mesmo não os levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.

Faz votos de que o caminho seja longo. 

Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez um porto
para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir:
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos,
e perfumes sensuais de toda a espécie,
quanto houver de aromas deleitosos.

A muitas cidades do Egito peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.

Tem todo o tempo Ítaca na mente.
Estás predestinada a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca. 

Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha velha enfim,
rica de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse. 

Uma bela viagem deu-te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.

Ítaca não te iludiu, se a achas pobre.
Tu te tornaste sábia, uma mulher de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.


Konstantinos Kaváfis
(Trad. 
José Paulo Paes)


Na Mitologia Grega, Ítaca era a ilha natal de Ulisses, para onde ele voltaria ao final da Odisséia, mas aqui adquire um valor simbólico, uma metáfora da própria vida.

O poema foi escrito como se o leitor fosse um homem, tomei a liberdade de trocar para o gênero feminino em função do significado para nosso trabalho.

Para aquecer as participantes do novo Grupo: Mito e Psique que iniciará em setembro e compartilhar um pouquinho desta jornada com todas as nossas leitoras!

Qual é sua Ítaca? Como está sua viagem?



Por que as Histórias e os Mitos nos encantam?
 

Sabe que contar histórias tem uma finalidade?
O processo de as contar é, em si mesmo, um processo curativo,
em parte por haver alguém que está ali a gastar o seu tempo
para lhe contar uma coisa significativa.

E está a gastar o seu tempo porque pode "estender uma mãozinha", 
ajudar na sua vida, talvez,
mas sem querer se aproximar para lhe dar conselhos.

Ou por outra, quer realmente dá-los, sim,
mas de uma maneira que se torne inseparável
de todo o seu ser - de você, que o escuta.

É isso que fazem as histórias.
Desde que as perceba e as assimile,
as histórias são diferentes dos conselhos 
porque se transformam numa das substâncias da sua alma.

É por isso que as histórias nos curam.

Alice Walker
(escritora e ativista americana, autora de "A Cor Púrpura")


Lembrando a função dos Mitos e Histórias para nossa saúde psíquica.

Neste primeiro encontro iniciamos e estudo do livro Uma Breve História do Mito de Karen Armstrong, discutimos o Capítulo 1 - O Que É Mito? que apresenta a importância e as funções dos mitos em nossa psique.


O Mês de Abril, a Páscoa e o Feminino Sagrado

Afrodite/Vênus


O nome do mês de abril, foi originariamente inspirado em Afrodite (ou Vênus), a Deusa da Beleza e do Amor, pois é o mês em que as flores desabrocham na primavera do hemisfério norte, a neve derrete e a terra se abre para receber as sementes. Posteriormente, os romanos passaram a chamá-lo de Aprilis.

Esta palavra vem de Aprireque significa abrir, lembrando um atributo pouco conhecido desta Deusa: o de guardiã do portal da vida. Ela era representada nua, com as mãos apontando para seus genitais, a passagem que permite à alma “abrir a porta da vida”. E desde tempos imemoriais, o ovo simbolizava o surgimento desta nova vida.


Ostara


Para os anglo-saxões, este mês chamava-se Easter Monath, que  até  hoje é mantido na palavra inglesa Easter (Páscoa). Este nome era em honra à Deusa da Primavera e da Fertilidade chamada Eostre. Os celtas a chamavam de Ostara. O coelho é o símbolo desta Deusa.

Bast

Os egípcios, cananeus e fenícios também batizaram este mês em honra a Deusas . No Egito este mês era dedicado à Bast, a Deusa solar com cabeça de gato, Deusa da alegria e da brincadeira. Os cananeus e fenícios reverenciavam uma Deusa chamada Rainha do Paraíso.

É importante lembrar que todas as Deusas tinham seus respectivos Deuses consortes. Masculino e Feminino Sagrados estavam sempre juntos. 

Um caso curioso  é o da Deusa do Paraíso dos cananeus e fenícios; cujo consorte - o Deus do Trovão - com um nome impronunciável composto por 4 letras (IHVH), ao longo dos tempos passaria por modificações e se tornaria o futuro Deus dos povos semitas (e mais adiante daria origem a três grandes religiões: o judaísmo, o islamismo e o cristianismo). 

Em todos os povos da antiguidade esta época era marcada por uma celebração do renascimento da natureza e do renascimento espiritual, homenageando suas respectivas Deusas com flores, um banquete, ovos coloridos, coelhinhos saltitantes... 



Mas como é que isso tudo foi se transformar na  Páscoa e na comemoração da Ressurreição de Cristo? 


Lembram da Deusa do Paraíso?



Pois é...Muitos séculos depois, surgiram povos semitas no oriente médio que adoravam a Deusa do Paraíso, também chamada de Asherah ou Astarte; e o seu consorte, o Deus do Trovão.

Este Deus, por simbolizar o Trovão, não era representado em imagens, somente através da luz do relâmpago e do fogo, e seu nome composto de quatro letras (IHVH) era impronunciável (posteriormente, na Bíblia, seu nome foi traduzido como Iavéh ou Javé ou Jeová).

No Renascimento, Michelangelo o representou na Capela Sistina:

Aos poucos eles foram abandonando a Deusa do Paraíso e adorando somente ao Deus JavéSó que o Deus isolado de sua contraparte feminina foi se transformando num Deus severo… como podemos ver no Velho Testamento.

Estes povos deram origem aos hebreus e a uma nova religião: o judaísmo


Posteriormente esse povo foi escravizado no Egito, e através de uma longa saga protagonizada por Moisés, foi libertado exatamente no dia 14 do mês de Nissan de 1280 A.C. (que coincidia com a época das festividades pelo renascimento da natureza). 

Eles passaram a comemorar esta data não apenas como um renascimento da natureza, mas também como um renascimento espiritual, a Festa da Libertação, chamada de Pesach (Páscoa, em hebraico). 


Séder de Pesach/ Ceia de Páscoa

Muitos séculos depois surgiu um homem sábio chamado Jesus de Nazaré, que também era judeu e comemorava todas as festividades de sua cultura, como o Pesach (Páscoa). A Santa Ceia ou a última ceia de Jesus foi exatamente a celebração da Páscoa judaica. 


A vida de Jesus deu origem a uma nova religião: o cristianismo. E nos seus primórdios, não havia comemorações do nascimento e nem da ressurreição de Cristo. Os discípulos se concentravam apenas em compreender e praticar seus ensinamentos.

Só que à medida que a religião foi se propagando, buscando novos adeptos, foi incorporando outros costumes, tentando dar-lhes uma roupagem cristã.

Portanto, ao chegar no continente europeu, as festividades de honra às Deusas pelo renascimento da natureza, que coincidiam com a época da ressurreição de Cristo e  da libertação dos hebreus, foram incorporadas ao calendário cristão.

Mas a Deusa continua entre nós através de seus antigos símbolos (ovos e coelhos), que permaneceram mesmo após tantos séculos… e apesar de várias metamorfoses, a essência desta celebração não mudou!

Que  possamos nos lembrar disso e buscar a renovação externa e interna, que cultivemos nosso  jardim com esperança pela nova colheita e pelo desabrochar das flores da alma.
Feliz Páscoa! 



Suméria - Deusas Inana e Ereshkigal

No Grupo Mito e Psique estamos dando a volta ao mundo através dos mitos de várias civilizações, fazendo uma relação com a psicologia, filosofia, história, artes...Neste ano estamos nos dedicando às Primeiras Civilizações que surgiram no Ocidente: Suméria, Egito e Ilha de Creta.

Dedicamos 4 meses ao estudo da Mitologia da Suméria e seria impossível trazer todo este conteúdo aqui. Então contarei apenas o Mito das Deusas Inana e Ereshkigal, que é o mais famoso e representativo desta civilização. Permite muitas amplificações simbólicas.

Está registrado em placas de argila de mais de 5000 anos, conservadas no museu do Louvre (conforme você pode ver na foto acima).

A Suméria existiu onde hoje é o Iraque. Foi uma civilização fascinante; deles recebemos a escrita, a agricultura, técnicas de irrigação, navegação à vela, organização em forma de cidades, um código de leis que é referência até os dias de hoje, astronomia e astrologia...e uma riquíssima mitologia.

Representação gráfica à partir dos achados arqueológicos de como era uma cidade da Suméria há mais de 4000 anos. Vejam como era uma civilização avançada.

O mito é muito, muito longo, tentarei contar resumidamente. Há outras versões, a que utilizo é a que está nas placas de argila e foi traduzida diretamente para o inglês.

No princípio era o caos do mar primordial. A grande Deusa Namu começou a separar as águas em águas doces e águas salgadas. E entre elas surgiu a terra. Céu e terra se formaram e então surgiu o Sol, trazendo o fogo vital.

A grande Deusa começou a dar origem a outros Deuses, que regeriam cada elemento da natureza. Os Deuses do Ar, das Águas, a Deusa da Terra e o Deus do Submundo.

O Deus do Ar e a Deusa da Terra se casaram e tiveram três filhos: O Deus do Sol e duas gêmeas: As Deusas Inana e Ereshkigal. Elas eram incrivelmente belas.

Um dia, o Deus do Submundo (ou Mundo dos Mortos) chamado Nergal viu a bela Deusa Ereshkigal brincando com outras donzelas e se apaixonou imediatamente.  Ao invés de cortejá-la e pedi-la em casamento aos seus pais, ele a raptou e a levou para seu reino, obrigando-a a tornar-se sua esposa.

Ela gritou desesperadamente pedindo socorro, mas ninguém a socorreu. O Deus Nergal era muito poderoso, representava a morte, e com ele não se brinca...diziam os demais Deuses. Então ela ficou presa no submundo tornando-se a Rainha do Mundo dos Mortos e tempos depois descobriu que estava grávida, lamentando por seu destino.


Enquanto isso, sua irmã Inana, recebeu dos Deuses a semente da árvore da vida, que plantou na terra e dela surgiram todas as plantas vitais para o sustento da humanidade. Um homem chamado Dumuzi passou a cuidar com carinho de cada planta, aprendendo a cultivá-las com a Deusa, dando origem à agricultura. 

Os Deuses ao redor da árvore da vida. A Deusa Inana é representada pela estrela de oito pontas (o planeta Vênus).

Inana apaixonou-se por Dumuzi e eles se casaram. Ele se tornou rei, indo morar no castelo da Deusa. Eles viviam felizes e tiveram dois filhos. 

Ao viver entre os seres humanos, Inana descobriu as paixões: o amor, o desejo, o ciúme e o medo. E o maior medo que os seres humanos tinham: o medo da Morte. Ela passou a amar profundamente a humanidade.

Até que um dia chegou a notícia de que Nergal, o Deus do Submundo, havia morrido. Inana lembrou-se de sua irmã raptada e queria ir visitá-la. 

Mas todos os Deuses a alertam para que não fosse: "Não faça essa loucura, do reino dos mortos ninguém volta." 

"Você é adorada pelos seres humanos, Rainha do Céu e da Terra, por que abrir mão da sua imortalidade?"

Mas ela respondeu: "Exatamente porque sou adorada pelos seres humanos e porque os amo, quero conhecer o destino dos homens. Além disso, minha irmã está lá, quero visitá-la."

Os Deuses então disseram que se essa era sua decisão, que não contasse com eles, daqui para frente estaria por sua conta.

Ninshubur com o Tambor

Inana então foi a um dos seus templos e chamou por sua Sacerdotisa mais devota: Ninshubur. Pediu que Ninshubur fosse com ela até o portal para o Reino Inferior e que lá ficasse tocando seu tambor e cantando os hinos com os nomes da Deusa, para que Inana não se esquecesse de quem era e encontrasse o caminho de volta.

Pediu ainda que se ela não voltasse em três dias, Ninshubur deveria ir até os Deuses do Céu pedir ajuda.

Assim então inicia-se a descida de Inana para o Reino dos Mortos,  a parte crucial do mito.


Inana passando pelo portal para o Submundo


Inana inicia a descida para o Reino dos Mortos, mas Ereshkigal, tendo ouvido que sua irmã estava a caminho do submundo, fica furiosa: "Quando gritei e implorei por ajuda, ninguém me ouviu! Agora ela vem me fazer uma visita? Como assim?" 

"Este é o Reino dos Mortos! Ninguém vem aqui a passeio."

Inana chega no primeiro portal e encontra um juiz, um guardião, que a impede de passar a menos que deixe sua coroa de Deusa. Ela aceita, entrega a Coroa e continua seu caminho.

No segundo portal, outro guardião pede que deixe seus brincos e seu colar. Caso contrário não poderá prosseguir. Ela os entrega e continua.

No terceiro portal, deixa seu colar de contas de orações.

No quarto portal ela entrega seu escudo peitoral de ouro.

No quinto, seus braceletes.

No sexto, seu cetro de lápiz lázuli, sua barra de medição.

No sétimo, todas as suas roupas. Ela chega diante de Ereshkigal nua e curvada.

Deusa Inana, também chamada de Ishtar, seu símbolo é a serpente e a estrela de oito pontas.

Inana encontra Ereshkigal furiosa e prestes a dar à luz. Ela diz à irmã: "Sacrifiquei tudo para chegar até aqui." Mas Ereshkigal responde: "Não entendeu que você é o sacrifício?" E lança sobre a irmã o olhar da morte. Inana morre, e Ereshkigal manda que pendurem-na pelos pés em uma árvore, para que apodreça.

Três dias se passam e como a Deusa não retornou, Ninshubur vai aos Deuses dos Céus pedir ajuda. Eles a ignoram. Ela fica desesperada e vai até Enki, o Deus das águas doces e suplica por ajuda. Ele se compadece, e com o barro que estava debaixo de suas unhas cria duas criaturinhas minúsculas, sopra-lhes a vida e lhes entrega o pão e a água da vida.

Deusa Ereshkigal

Essas criaturas são tão pequeninas que passam despercebidas pelos guardiões dos portais e chegam rapidamente ao submundo, encontrando Ereshkigal em dores de parto, gritando e lamentando. Eles ficam ao seu lado pacientemente, apenas ecoando seus lamentos.

Ela grita: "Ai minha dor!"....e eles ecoam: "Ai, sua dor!"...

"Ai, meu destino...." e eles: "Ai, seu destino"....

E assim ela pode lamentar-se, sofrer e gritar diante desses seres que a acolhem sem qualquer julgamento, sem necessidade de dar uma resposta. Ao final do trabalho de parto, ela dá à luz uma linda menina, uma Deusa chamada Lilith (depois o monoteísmo deturpou totalmente a história de Lilith).

Deusa Lilith

Ela fica tão agradecida a esses seres, que oferece a eles o que quiserem. Eles dizem que querem apenas o corpo de Inana e ela concorda.

Eles retiram o corpo de Inana da árvore e colocam o pão e a água da vida em sua boca. Ela volta a viver! 

Eles iniciarão a jornada de volta à superfície, mas antes Ereshkigal os avisa de que alguém deve tomar o lugar de Inana, pois a quantidade de almas no reino dos mortos não pode mudar. Ela envia um grupo de soldados com Inana para garantir que trarão um substituto.

E agora? 

Ao voltar, a primeira pessoa que ela encontra é Ninshubur, sua fiel sacerdotiza, que lutou para salvá-la. Os soldados querem levá-la, mas Inana os impede. Não pode enviá-la ao submundo, tem um débito de gratidão com ela.

Seguem para seu castelo e ao chegar, ao invés de encontrar luto por sua morte,  há uma festa. Dumuzi sentado em seu trono cercado de belas dançarinas. Que traição! Ela manda que os soldados o levem para o submundo.

A irmã de Dumuzi, Geshtinana (a Deusa do Vinho) fica transtornada com o destino do irmão e pede à Deusa que possa revezar com ele no submundo. Ela concorda. Cada um deles passa metade do ano na superfície e outra metade no mundo dos mortos.

Quando corre a notícia do retorno de Inana, acontecem celebrações em todos os templos para Aquela que por amor aos seres humanos, escolheu viver na terra e quis conhecer o destino dos homens, desceu à Mansão dos Mortos e ressuscitou no terceiro dia (essa frase do poema original foi depois copiada pelo cristianismo como parte da oração do Credo).

Ela recebeu o título de Redentora da Humanidade. Pois trouxe um sentido para a morte no ciclo da vida e mostrou que o amor nos conecta com a eternidade e de forma simbólica nos possibilita transcender a finitude.

Ficou durante quarenta dias na terra orientando seus devotos e depois ascendeu aos Céus, mas estava sempre atenta aos seres humanos e suas súplicas.

Ereshkigal estava presa no Submundo, mas encontrou uma redenção através de sua filha Lilith, que era livre para transitar entre os mundos e visitar o Reino dos Deuses. Como Lilith era belíssima e amorosa, era cortejada por todos. Acabou casando-se com Enki, o Deus das águas doces, e teve duas filhas. Duas Deusas muito belas, corajosas e fortes, cada uma delas casou-se com um filho de Eva* e deram origem aos Sumérios e à linhagem dos Reis da Suméria.

*A lenda de Adão e Eva teve origem com os Sumérios. Para eles, Eva foi feita de barro pelo Deus dos Céus e colocada no ventre da Deusa da Terra para que ganhasse vida. Eles quiseram dar-lhe um companheiro, então depois Adão foi criado da mesma forma. Eles eram humanos, feitos do barro, mas filhos dos Deuses. Na história original, Eva foi criada primeiro! Só depois de muitos séculos outros povos inventaram a história da tal costela de Adão...

Dessa forma, os Sumérios acreditavam ter origem divina através do casamento das netas de Ereshkigal (filhas de Lilith)  com os filhos de Eva, consideradas suas ancestrais. Em seus templos, eles cultuavam Lilith, como Deusa da Beleza e do Amor e também Inana por seu Cuidado, Proteção e Fertilidade.

Depois de milênios, surgiram as religiões monoteístas que combatiam o culto à essas Deusas e criaram outras histórias sobre elas para denegrir sua imagem. 

Lindo esse mito, não é? 
Tem muitos significados simbólicos e psicológicos importantes para nosso desenvolvimento.
Você consegue decifrar algum? 


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