23 de mai de 2016

Correndo Com Lobos - O Barba Azul - Descobrindo o Predador Interno - Parte 1


Neste mês trabalhamos o Capítulo 2 - O Barba Azul, foi um encontro muito especial, com uma rica troca entre todas.

Este conto apresenta os aspectos sombrios que nos habitam, que obstruem a vida criativa, bem como a importância de identificá-los e saber lidar com eles, para não nos tornarmos suas vítimas.

São aspectos que agem nos sabotando, nos prejudicando sem que nos demos conta.

Se você não tem o livro, pode  ler o conto aqui.

Ao ler este conto, algumas mulheres se solidarizam com o Barba Azul e criticam a curiosidade da esposa: "ela tinha uma vida tão boa, podia usar qualquer chave, por que foi mexer com a chavinha proibida?"

Somos ensinadas desde muito cedo a sermos boazinhas, a ingenuidade é valorizada como qualidade, o que nos torna presas fáceis para esse aspecto negativo.

Manter-se inocente, sem saber o que existia por trás daquela porta poderia ser confortável durante um tempo, mas teria um alto preço. Mais cedo ou mais tarde ela seria a próxima vítima, pois a lenda original do Barba Azul conta que assim que ele se cansava de uma esposa, ele a matava.
Ninguém é feito só de luz, todos temos também a sombra, aquilo que não é tão belo e elevado. Para vivermos de forma íntegra e buscarmos a completude precisamos cuidar da sombra também.

Quando não é identificado e devidamente cuidado,  esse aspecto destrutivo que todos os seres humanos possuem permanece inconsciente. Desta forma podemos encontrar pessoas em nossas vidas que têm as características ideais para receber a projeção do nosso próprio predador interno e nos vemos dentro de um relacionamento abusivo ou destrutivo.

Conforme disse Jung: "Aquilo que negamos em nós mesmos, enfrentamos como destino."

Esse treinamento básico para "sermos boazinhas" faz com que ignoremos nossa intuição, uma ferramenta fundamental para a vida.


O que significa usar essa chave e abrir a porta proibida? 

Significa fazer as perguntas certas, farejar o que está por trás das aparências e também manter-se curiosa sobre si mesma. Essas perguntas provocam a germinação da consciência, o que retira a força desse aspecto destrutivo e permite que a usemos de forma criativa.

E como podemos reconhecer esse aspecto dentro de nós mesmas? Veremos na segunda parte deste post (aqui).

E como lidar com ele? Na última parte (aqui).




7 comentários:

  1. Eu aqui deliciando novamente...
    barba azul esse dia no grupo 1 para mim foi tb inesquecível... agora reverbera com esse novo olhar...

    que venha o próximo post...

    enquanto isso: respiro.

    bjs, excelente semana, fica com Deus, Rosangela Almeida

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  2. Fiquei feliz por rever e ter outro olhar. Nos amplia a consciência e nos informa quantas mulheres no mesmo processo.

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  3. Oi Cris,
    Fui ler o conto do Barba Azul, pois eu tinha lido quando era criança. No meu tempo não tinha esta coisa de politicamente incorreto e o Lobo comia a Vovó,não era como hoje em que ninguém pode morrer nos contos infantis.
    Adorei a frase do Jung e vou procurar refletir a respeito.
    Bjs

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  4. Cris,
    Fui ler o conto. Intenso não? Eu acho que nunca conseguiria ficar do lado do Barba Azul. É uma questão de sobrevivência olhar para a sombra, penso eu. Bom post, vou aguardar o segundo.
    Um beijo.

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  5. Oi Dra. Cristiane!
    Comprei o livro entusiasmada!Cada capitulo que você descreve e interpreta é também para mim um novo olhar, outros significados!
    Obrigado por me ajudar reforçar meu eu feminino, o sagrado de mim!
    A flor lá do meu post é uma roseira branca, minha paixão. Brinco que é meu bonsai, pois é muito velinha.
    Beijo carinhoso! Felicidades!

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  6. Adorei demais este post, Doutora querida. Não conhecia o conto, sempre me perguntei o porque de um homem ser chamado de "Barba Azul"... Acho muito importante todas as tuas colocações e vou recomendar às minhas filhas que leiam. Beijos e tenha um excelente feriado!

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  7. Cristiane, boa tarde!
    Cheguei aqui pelo blog 'Mulheres 4 Estações' da Sônia. E gostei do que encontrei.
    Gostei do que disse sobre sermos boazinhas, sobre a ingenuidade, de pleno acordo.
    Agradecida pelas palavras, pela abordagem. Bem objetiva.
    Abraço.

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